sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A LITERATURA DE TRADIÇÃO GÓTICA


Alguns escritores do Romantismo se posicionaram contra os valores racionalistas e materialistas da sociedade burguesa, se identificaram com um ambiente satânico, misterioso, de morte, sonho e loucura, criaram então uma literatura fantasiosa. Trata-se da literatura de tradição gótica

Álvares de Azevedo introduziu na literatura brasileira elementos da tradição gótica, como a morte, o ambiente noturno, o amor, o vampirismo. Essa produção rompe com os valores da sociedade, pois apresenta um caráter marginal. 
Há outros escritores que tiveram ligações com essa tendência, na Europa, Charles Baudelaire e Mallarmé, nos Estados Unidos, Edgar Allan Poe e no Brasil, Cruz e Sousa, Alphonsus de Guimaraens e Augusto dos Anjos.


As obras Noite na taverna (contos) e Macário (peça teatral) representam a produção gótico-romântica em prosa; ambas de Álvares de Azevedo. 

A tradição gótica encontra adeptos não só na literatura, mas na música e no cinema. O ex-integrante do grupo Black Sabbath, Ozzy Osbourne, é um dos representantes do rock satânico. No cinema, podemos destacar: Dança dos Vampiros (R. Polanky), Nosferatu (F.W. Murnau) e Drácula de Bram Stoker (F. Coppola).


Além do gótico, a juventude das décadas de 50, 60 e 70 buscou outras formas de expressão: as margianais, e o cinema também documentou esse movimento com os filmes Laranja mecânica (anos 70) e Juventude transviada (anos 50). 

O cantor Raul Seixas e o escritor Paulo Coelho escreveram juntos algumas canções, como o Rock do diabo. 

Rock do diabo 

O diabo usa capote 
É roque, é toque, é folk 
Diabo! 
Foi ele mesmo quem me deu o toque 
Enquanto Freud explica as coisas 
O diabo fica dando os toques 
Existem dois diabos 
Só que um parou na pista 
Um deles é o do toque 
O outro é aquele do Exorcista 
O diabo é pai do rock! 

(Raul Seixas e Paulo Coelho)



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

LITERATURA DE INFORMAÇÃO


A literatura de informação documenta os primeiros registros de manifestações literárias em terras brasileiras.

Apoiados em muitos dos intentos, um deles materializados no próprio título, decidimos criar este espaço para que você reforce ainda mais os conhecimentos acerca dos aspectos que nortearam a história da literatura brasileira. Tal nomeação – literatura de informação – se justifica pelo fato de que o Brasil entrou tardiamente no ramo da escrita literária, visto que em terras europeias essa atividade já se desenrolara há mais de dois séculos. Dessa forma, tudo que aqui foi presenciado pelos visitantes recém-chegados serviu de inspiração para apenas o início, razão pela qual os escritos eram apenas classificados como documentos, mas nada oficializado.  

Assim, ao se interagir com as informações que aqui se mostram pertinentes, perceberá que mesmo a Carta de achamento do Brasil, que poderia oficializar essas manifestações em solo brasileiro, pertence, porém, à literatura portuguesa. Outro aspecto que também incidirá sobre suas percepções são os conhecimentos que o(a) acompanham em relação aos aspectos ligados à História, haja vista que as belezas da terra descoberta em muito contribuiu para que o colonizador se sentisse maravilhado, fatos esses expressivamente demarcados na própria carta, datada de 1º de maio de 1500, escrita por Pero Vaz de Caminha.

Partindo então dessas prerrogativas, usuário(a) amigo(a), não deixe essa oportunidade passar em branco, pois, honrosamente, convidamo-lo(a) para a realização de fantásticas descobertas, cujos fundamentos se apoiam na literatura de catequesena vida e obra de José de Anchietana discussão dos muitos aspectos expostos na carta de achamento, já evidenciada,  entre muitos outros aspectos aqui demarcados. Limitemo-nos apenas ao convite, sem nos estendermos muito, haja vista que você, somente você é quem ficará a cargo de desbravar rumo à concretização de todos os conhecimentos de que precisa dispor.
Faça bom proveito, pois bons estudos é o que lhe desejamos sempre!



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Quinhentismo (século XVI)


O Quinhentismo, fase da literatura brasileira do século XVI, tem este nome pelo fato das manifestações literárias se iniciarem no ano de 1.500, época da colonização portuguesa no Brasil. A literatura brasileira, na verdade, ainda não tinha sua identidade, a qual foi sendo formada sob a influência da literatura portuguesa e europeia em geral. Logo, não havia produção literária ligada diretamente ao povo brasileiro, mas sim obras no Brasil que davam significação aos europeus. No entanto, com o passar dos anos, as literaturas informativa e dos jesuítas, foi dando lugar a denotações da visão dos artistas brasileiros.

Na época da colonização brasileira, a Europa vivia seu apogeu no Renascimento, o comércio se despontava, enquanto o êxodo rural provocava um surto de urbanização. Enquanto o homem europeu se dividia entre a conquista material e a espiritual (Contrarreforma), o cidadão brasileiro encontrava no quinhentismo semelhante dicotomia: a literatura informativa, que se voltava para assuntos de natureza material (ouro, prata, ferro, madeira) feita através de cartas dos viajantes ou dos cronistas e a literatura dos jesuítas, que tentavam inserir a catequese.

A carta de Pero Vaz de Caminha traz a referida dicotomia claramente expressa, pois valoriza as conquistas e aventuras marítimas (literatura informativa) ao mesmo tempo que a expansão do cristianismo (literatura jesuíta).
A literatura dos jesuítas tinha como objetivo principal o da catequese. Este trabalho de catequizar norteou as produções literárias na poesia de devoção e no teatro inspirado nas passagens bíblicas.

José de Anchieta é o principal autor jesuíta da época do Quinhentismo, viveu entre os índios, pelos quais era chamado de piahy, que significa “supremo pajé branco”. Foi o autor da primeira gramática do tupi-guarani e também de várias poesias de devoção.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Cultura do Brasil - Folclore


O folclore é uma das principais manifestações culturais brasileiras, pode ser definido como conjunto de mitos e lendas criados por pessoas espalhadas por todo o Brasil sendo passada de geração em geração até os dias de hoje. Sendo uma as principais manifestações culturais o folclore representa uma identidade social em que através da cultura e atividades feitas em grupo se torna um bem mais que precioso para o nosso país. Com misturas e contribuições de vários países, o folclore se torna rico e cada vez mais admirado e diversificado, contribuindo e muito não somente para enriquecer e divulgar as manifestações culturais, mas também é muito importante para a economia do país gerando muitos empregos. Falar de folclore nos remete aos contos como o do Boitatá Boto Cor-de-rosa, Curupira, Lobisomem, Mula-Sem-Cabeça, Saci Pererê entre outros que são orgulho por serem principais manifestações culturais brasileiras.

O folclore brasileiro é um conjunto de mitos, lendas, usos e costumes transmitidos em geral oralmente através das gerações com a finalidade de ensinar algo, ou meramente nascido da imaginação do povo. Por ser o Brasil um país de dimensões continentais, possui um folclore bastante rico e diversificado e suas histórias enaltecem o conhecimento popular e encantam os que as escutam.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Cultura do Brasil - Religião


O Brasil é um país religiosamente diverso, com tendência de tolerância e mobilidade entre as religiões. A população brasileira é majoritariamente cristã (89%), sendo sua maior parte católica. Herança da colonização portuguesa, o catolicismo foi a religião oficial do Estado até a Constituição Republicana de 1891, que instituiu o Estado laico.

A mão de obra escrava, vinda principalmente da África, trouxe suas próprias práticas religiosas, que sobreviveram à opressão dos colonizadores, dando origem às religiões afro-brasileiras.

Na segunda metade do século XIX, começa a ser divulgado o espiritismo no Brasil, que hoje é o país com maior número de espíritas no mundo. Nas últimas décadas, as religiões protestantes têm crescido rapidamente em número de adeptos, alcançando atualmente uma parcela significativa da população. Do mesmo modo, aumenta o percentual daqueles que declaram não ter religião, grupo superado em número apenas pelos católicos nominais e evangélicos.

Muitos praticantes das religiões afro-brasileiras, assim como alguns simpatizantes do espiritismo, também se denominam "católicos", e seguem alguns ritos da Igreja Católica. Esse tipo de tolerância com o sincretismo é um traço histórico peculiar da religiosidade no país.

Seguem as descrições das principais correntes religiosas brasileiras, ordenadas pela porcentagem de integrantes de acordo com o recenseamento demográfico do IBGE em 2000.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Cultura do Brasil - Esportes


futebol é o esporte mais popular no Brasil. A Seleção Brasileira de Futebol foi cinco vezes vitoriosa na Copa do Mundo FIFA, em 1958196219701994 e 2002. Basquetebolfutsalvoleibolautomobilismo e as artes marciais também têm grande popularidade no país. Embora não sejam tão praticados e acompanhados como os esportes citados anteriormente, tênishandebolnatação e ginástica têm encontrado muitos seguidores brasileiros ao longo das últimas décadas. Alguns esportes têm suas origens no Brasil: futebol de praia, futsal (versão oficial do futebol indoor), footsack, futetênis e futevôlei emergiram de variações do futebol. Outros esportes criados no país são a peteca, o acquaride, o frescobol o sandboard, e o biribol. Nas artes marciais, os brasileiros têm desenvolvido a capoeira, vale-tudo, e o jiu-jitsu brasileiro. No automobilismo, pilotos brasileiros ganharam o campeonato mundial de Fórmula 1 oito vezes: Emerson Fittipaldi, em 1972 e 1974; Nelson Piquet, em 19811983 e 1987; e Ayrton Senna, em 19881990 e 1991.

O Brasil já organizou eventos esportivos de grande escala: o país organizou e sediou a Copa do Mundo FIFA de 1950 e foi escolhido para sediar a Copa do Mundo FIFA de 2014. O circuito localizado em São PauloAutódromo José Carlos Pace, organiza anualmente o Grande Prêmio do Brasil. São Paulo organizou osJogos Pan-americanos de 1963 e o Rio de Janeiro organizou os Jogos Pan-americanos de 2007. Além disso, o país vai sediar osJogos Olímpicos de Verão de 2016, que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro.


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Cultura do Brasil - Música


A música do Brasil se formou, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por colonizadores portugueses e escravos.

Até o século XIX Portugal foi a porta de entrada para a maior parte das influências que construíram a música brasileira, clássica e popular, introduzindo a maioria do instrumental, o sistema harmônico, a literatura musical e boa parcela das formas musicais cultivadas no país ao longo dos séculos, ainda que diversos destes elementos não fosse de origem portuguesa, mas genericamente europeia. O primeiro grande compositor brasileiro foi José Maurício Nunes Garcia, autor de peças sacras com notável influência do classicismo vienense. A maior contribuição do elemento africano foi a diversidade rítmica e algumas danças e instrumentos, que tiveram um papel maior no desenvolvimento da música popular e folclórica, florescendo especialmente a partir do século XX. O indígena praticamente não deixou traços seus na corrente principal, salvo em alguns gêneros do folclore, sendo em sua maioria um participante passivo nas imposições da cultura colonizadora.

Ao longo do tempo e com o crescente intercâmbio cultural com outros países além da metrópole portuguesa, elementos musicais típicos de outros países se tornariam importantes, como foi o caso da voga operística italiana e francesa e das danças como a zarzuela, o bolero e habanera de origem espanhola, e as valsas e polcas germânicas, muito populares entre os séculos XVIII e XIX, e o jazz norte-americano no século XX, que encontraram todos um fértil terreno no Brasil para enraizamento e transformação.

Com grande participação negra, a música popular desde fins do século XVIII começou a dar sinais de formação de uma sonoridade caracteristicamente brasileira. Na música clássica, contudo, aquela diversidade de elementos se apresentou até tardiamente numa feição bastante indiferenciada, acompanhando de perto - dentro das possibilidades técnicas locais, bastante modestas se comparadas com os grandes centros europeus ou como os do México e do Peru - o que acontecia na Europa e em grau menor na América espanhola em cada período, e um caráter especificamente brasileiro na produção nacional só se tornaria nítido após a grande síntese realizada por Villa Lobos, já em meados do século XX.