sexta-feira, 2 de junho de 2017

Livros de Literatura

LIVROS INDICADOS:

Literatura Brasileira - Em Diálogo com Outras Literaturas   Autor: Magalhães, Thereza Cochar; Cereja, William Roberto
   Editora: Atual

 Literatura Brasileira - Tempos , Leitores e Leituras   Autor: Abaurre, Maria Luiza; Pontara, Marcela Nogueira
   Editora: Moderna

 História Concisa da Literatura Brasileira   Autor: Bosi, Alfredo
   Editora: Cultrix

 Literaturas Brasileira e Portuguesa   Autor: Souza, Jesus Barbosa de; Campedelli, Samira Yousseff
   Editora: Saraiva

 Literatura Brasileira - Das Origens aos Nossos Dias   Autor: Nicola, Jose de
   Editora: Scipione

 Painel da Literatura em Português   Autor: Nicola, Jose de
   Editora: Scipione

 A Literatura Portuguesa   Autor: Moises, Massaud
   Editora: Cultrix

 A Literatura Portuguesa Através dos Textos   Autor: Moises, Massaud
   Editora: Cultrix

 Literatura Portuguesa   Autor: Oliveira, Paulo Motta; Garmes, Hélder; Bueno, Aparecida de Fátima; Gisele, Fernandes Annie
   Editora: Alameda Casa Editorial

 Estudos de Literatura Brasileira e Portuguesa   Autor: Franchetti, Paulo
   Editora: Atelie

 Literatura Portuguesa e Brasileira   Autor: Chacon, Geraldo
   Editora: Flamula

 Formação da Literatura Brasileira - Momentos Decisivos   Autor: Candido, Antonio
   Editora: Ouro sobre Azul

 Literatura Brasileira - Modos de Usar - Col. L&pm Pocket   Autor: Fischer, Luis Augusto
   Editora: L&PM

 Literatura Infantil Brasileira   Autor: Lajolo, Marisa
   Editora: Ática

 Iniciação À Literatura Brasileira   Autor: Candido, Antonio
   Editora: Ouro sobre azul

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Primeira Geração do Romantismo no Brasil


Introdução e contexto histórico

Esta Primeira Geração do Romantismo brasileiro ficou também conhecida como geração indianista ou nacionalista.

Com início em 1836, esta fase está relacionada à valorização da Independência política do Brasil (ocorrida em 1822) e à busca de uma identidade cultural ligada aos valores considerados, na época, como sendo “autênticos” do nosso país.

Características principais da Primeira Geração do Romantismo:

- Valorização dos aspectos naturais do Brasil como, por exemplo, florestas, rios, animais, cachoeiras e etc.

- Retorno e valorização ao passado histórico do Brasil.

- Criação do índio brasileiro como o grande herói nacional (indianismo) de um país recém-nascido (pós-independência). O índio é representado de forma romântica nas poesias.

- Forte presença do sentimentalismo.

- Abordagem de temas religiosos.

Principais autores e obras:

- Gonçalves Dias, autor de I-Juca PiramaCanção do Exílio e Marabá.

- Gonçalves de Magalhães, autor de Leito de folhas verdes; Suspiros poéticos e saudades e Se se morre de amor.

- Araújo Porto Alegre, autor de Estátua Amazônica e Brazilianas.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Neoclassicismo


Definição

O neoclassicismo foi um movimento artístico (pintura, literatura, escultura e arquitetura), surgido na Europa por volta de 1750, durando até meados do século XIX. Este movimento teve como objetivo principal resgatar os valores estéticos e culturais das civilizações da Antiguidade Clássica (Grécia e Roma).

Principais características:

- Valorização de temas e padrões estéticos da arte clássica antiga. Heróis e seres da mitologia grega, por exemplo, foram temas recorrentes nas pinturas e esculturas neoclássicas.

- Forte influência das ideias filosóficas do iluminismo, principalmente as ligadas à razão.

- Na pintura, o uso de cores frias e a valorização da perspectiva foram recursos muito utilizados.

- Valorização da simplicidade e pureza estética (principalmente na pintura) em contraste com os rebuscamentos, dramaticidades e complexidades do Barroco e do Rococó.

- Na Literatura, os textos apresentam como características principais a síntese, clareza e perfeição gramática.

- Na escultura, forte influência das formas clássicas do Renascimento. Ao contrário dos escultores barrocos, que pintavam suas obras, os artistas neoclássicos optaram pela cor branca natural do mármore (como os escultores gregos e romanos).

Exemplos de obras e artistas

Pintura

Juramento dos Horácios (1785) – obra do pintor francês Jacques L. David.
A morte de Marat (1793) – obra do pintor francês Jacques L David.
Banhista de Valpinçon (1808) – pintura do artista plástico francês Auguste Dominique Ingres.
Carceri d’invenzione (1760) – gravura do arquiteto e gravurista italiano Giambattista Piranesi.
Napoleão rei da Itália (1805) – obra do pintor italiano Andrea Appiani.
O rapto das sabinas (1799) - pintura do artista plástico francês Jacques-Louis David.

Escultura

Perseu com a cabeça da Medusa (1800) – obra do escultor italiano Antonio Canova.
Espartacus (1830) – estátua feita pelo escultor francês Denis Foyatier.
- Lucrécia Morta (1803) – obra do escultor francês Damià Campeny.

Literatura

O Espírito das Leis (1748) – obra de Montesquieu.
A morte de Cesar (1735) – tragédia escrita por Voltaire.
As relações perigosas (1782) – romance escrito por Pierre Choderlos de Laclos.

Arquitetura

- Pórtico de La Medeleine (construído em Paris em 1842) – obra do arquiteto francês Pierre-Alexandre Vignon.
- Ponte sobre o rio Severn (construída em 1775).
- Panteão de Paris – monumento neoclássico localizado em Paris.

Neoclassicismo no Brasil

No Brasil, o neoclassicismo teve início em 1816, com a chegada da Missão Artística Francesa e a fundação da Escola Real de Artes e Ofícios. Portanto, podemos dizer que o movimento teve grande impulso com as ações de D. João VI, que buscavam incentivar o desenvolvimento cultural no Brasil.

Na Literatura, podemos destacar o Arcadismo, que buscava retratar a vida simples do campo e aspectos da natureza. Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa foram dois escritores brasileiros que se enquadram neste contexto cultural.

Já na pintura, podemos destacar os pintores estrangeiros Rugendas, Taunay e Debret. Eles retrataram, em suas pinturas, cenas do cotidiano brasileiro da primeira metade do século XIX, além de várias paisagens, animais típicos, indígenas e diversos aspectos da natureza.

Curiosidade:

- As descobertas e escavações arqueológicas das cidades romanas de Pompeia e Herculano, em meados do século XVIII, teve grande influência no início do movimento neoclássico. Estas descobertas fizeram reacender o interesse pela arte e cultura greco-romana.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Literatura Medieval


Introdução

Uma das principais características da literatura na Idade Média é a importância dada aos temas religiosos. Os textos e livros eram escritos principalmente por monges e integrantes do alto clero (bispos, arcebispos, papa). Como a maioria da população não sabia ler na Idade Média, esta literatura ficava restrita aos integrantes do clero e membros da nobreza.

Principais características da Literatura Medieval:

- Abordagem de temas religiosos: vida de santos, alma humana, moral cristã, existência de Deus, passagens da Bíblia Sagrada, interpretações religiosas de aspectos cotidianos, etc.

- Influência da filosofia grega, principalmente dos filósofos Aristóteles e Platão. 

- Textos escritos em latim.

- Livros feitos à mão e copiados (reproduzidos) pelos monges copistas. 

- Usavam o pergaminho para escrever os textos.

- Os livros eram ilustrados com iluminuras (desenhos feitos nas margens).

- A partir do século XII começam ser escritos textos relatando feitos heroicos, guerras e batalhas, Cruzadas e a vida dos cavaleiros medievais. Neste contexto, destaca-se o Ciclo Literário Arturiano, que se refere ao Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda.

Trovadorismo

O trovadorismo foi a primeira manifestação literária da língua portuguesa. Surgiu no século XII e destacou-se pelas cantigas de amor, de escárnio, de maldizer e de amigo. Os mais importantes trovadores deste período foram: Paio Soares de Taveirós, Dom Dinis e Dom Duarte. 

Principais escritores medievais:

- Boecio

- Geoffrey Chaucer

- Santo Agostinho

- Giovanni Boccaccio

- São Tomás de Aquino

- Paio Soares de Taveirós

- Dante Alighieri

Curiosidade:

- Robin Hood, um dos mais conhecidos heróis míticos medievais, surgiu na literatura popular inglesa em 1375.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Literatura de Cordel e Literatura Oral

História da Literatura de Cordel no Brasil e na Europa, sua utilização na pedagogia e na propaganda, conheça os grandes cordelistas, artigos, cordéis, cultura popular nordestina, xilogravura

O que é e origem 

A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizadas desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois, em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas.

Chegada ao Brasil 

A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região Nordeste do Brasil. Ainda são vendidos em lonas ou malas estendidas em feiras populares.


De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades etc.


Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças com a presença do público. 

Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.


Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.

Poética do cordel:

- Quadra: estrofe de quatro versos.

- Sextilha: estrofe de seis versos.

- Septilha: é a mais rara, pois é composta por sete versos.

- Oitava: estrofe de oito versos.

- Quadrão: os três primeiros versos rimam entre si; o quarto com o oitavo, e o quinto, o sexto e o sétimo também entre si.

- Décima: estrofe de dez versos.

- Martelo: estrofes formadas por decassílabos (comuns em desafios e versos heroicos).

Literatura Oral 

Faz parte da literatura oral os mitos, lendas, contos e provérbios que são transmitidos oralmente de geração para geração. Geralmente, não se conhece os autores reais deste tipo de literatura e, acredita-se, que muitas destas estórias são modificadas com o passar do tempo. Muitas vezes, encontramos o mesmo conto ou lenda com características diferentes em regiões diferentes do Brasil. A literatura oral é considerada uma importante fonte de memória popular e revela o imaginário do tempo e espaço onde foi criada.


Muitos historiadores e antropólogos estudam este tipo de literatura com o objetivo de buscarem informações preciosas sobre a cultura e a história de uma época. Em meio a ficção, resgata-se dados sobre vestimentas, crenças, comportamentos, objetos, linguagem, arquitetura etc.


Podemos considerar como sendo literatura oral os cantos, encenações e textos populares que são representados nos folguedos.


Exemplos de mitos, lendas e folclore brasileiro: saci-pererê, curupira, boto cor de rosa, caipora, Iara, boitatá, lobisomem, mula-sem-cabeça, negrinho do pastoreio.


sexta-feira, 28 de abril de 2017

HISTÓRIA DA LITERATURA

A história da literatura estuda os movimentos literários, artistas e obras de uma determinada época com características gerais de estilo e temáticas comuns, e sua sucessão ao longo do tempo.

As histórias da literatura são divididas em grandes movimentos denominados eras, que se dividem em movimentos denominados estilos de época ou escolas literárias.


Cada escola literária representa as tendências estético-temáticas das obras literárias produzidas em uma determinada época.

Os Gêneros Literários na Antiguidade

Na Grécia Clássica, os textos literários se dividiam em três gêneros, que representavam as manifestações literárias da época:

O gênero épico: narrações de fatos grandiosos, centrados na figura de um herói. Segundo Aristóteles, a palavra narrada.

O gênero dramático: textos destinados para a representação cênica, na forma de tragédia ou na forma de comédia. Segundo Aristóteles, a palavra representada.

O gênero lírico: textos de caráter emocional, centrados na subjetividade dos sentimentos da alma. Segundo Aristóteles, a palavra cantada.



sexta-feira, 21 de abril de 2017

O CONTO FANTÁSTICO

Ao falarmos sobre conto, logo nos reportamos com a ideia de um texto narrativo no qual predomina todos os elementos ligados a esta tipologia textual, isto é, Tempo, Espaço, Narrador, Personagens e Enredo.

Das narrativas orais dos antigos povos até a publicação em livros na realidade atual, da narrativa popular literária, o conto se aperfeiçoou muito, resultando em diversas classificações.


Desta forma, é comum encontrarmos antologias que reúnem os contos por:
- nacionalidade: Conto russo, brasileiro;
- por temas: Contos maravilhosos, fantásticos, de terror, de mistério, de ficção científica, dentre outros;
- e também por outras classificações: Conto moderno, contemporâneo, etc.

No campo das artes, mais especificamente na Literatura, os artistas estão sempre empenhados em renovar suas formas de expressão, e em função disso, quebram certas convenções do gênero que utilizam.

De modo convencional, o conto se estrutura dos seguintes elementos: Apresentação, Complicação, Clímax e Desfecho. 

Modernamente, os contos tornaram-se mais concentrados, apoiando-se em técnicas inovadoras, como é o caso do flashback e o tempo psicológico, onde este determina o tempo ligado às emoções, às recordações vividas pelos personagens, e aquele é um recurso de voltar ao passado, uma espécie de enredo não linear.


Entre os principais contistas da atualidade cita-se: Dalton Trevisan, Moacyr Scliar, Ignácio de Loyola Brandão, Ricardo Ramos e Sérgio Santana. 


Vejamos agora um conto de Dalton Trevisan, intitulado “Apelo”: 

Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.

Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia.

Sentia falta da pequena briga pelo sal no tomate — meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa. Calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor. 


Dando ênfase ao conto fantástico, o mesmo teve sua origem no século XVII. Entretanto, nas décadas de 1970-80, teve um surpreendente florescimento nos países latino-americanos, como o Brasil, que vivia um período de grande repressão política, censura e repressão em decorrência da Ditadura Militar.

De acordo com a ideologia dos escritores da época, a atmosfera ilógica e absurda de suas obras, era um meio de denunciar a realidade opressiva e incoerente em que viviam.
Entre os destaques estão: Julio Cortázar, Gabriel García Márquez, Murilo Rubião, José J. Veiga e outros.