O primeiro documento existente que possa ser considerado literatura brasileira é a Carta de Pero Vaz de Caminha, escrita por Pero Vaz de Caminha a Manuel I de Portugal e que continha uma descrição de como o território brasileiro parecia em 1500. Revistas de viajantes e tratados descritivos sobre a "América Portuguesa" dominou a produção literária nos dois séculos seguintes, incluindo contos conhecidos de Jean de Lérye Hans Staden, cuja história de seu encontro com povos tupis na costa de São Paulo foi extraordinariamente influente para as concepções europeias do chamado "Novo Mundo".
Alguns exemplos literários a partir deste período, como o poema épico de Basílio da Gama comemorando a conquista das Missões pelos portugueses e a obra de Gregório de Matos, um advogado do século XVII de Salvador, que produziu uma quantidade considerável de poesiasatírica, religiosa e secular. A obra de Matos tinha fortes influências barrocas, como os poetas espanhóis Luis de Góngora e Francisco de Quevedo.
O neoclassicismo foi difundido no Brasil durante a metade do século XVIII, seguindo o estilo italiano. A literatura era muitas vezes produzida por membros de academias temporárias ou semipermanentes e a maior parte do conteúdo era do gênero pastoral. O mais importante centro literário no Brasil colonial era a próspera região de Minas Gerais, conhecida por suas minas de ouro, onde um movimento protonacionalista tinha começado. Os poetas mais importantes desta época eram Cláudio Manuel da Costa, Tomás António Gonzaga, Alvarenga Peixoto e Manuel Inácio da Silva Alvarenga, todos eles envolvidos em uma revolta contra o poder colonial. Gonzaga e Costa foram exilados para a África como consequência de seus respectivos trabalhos.

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